C

.

instagram-color-box
X

Sign-Up

Sign-In

CityZeen, July 3 2025

Educação popular

O clube mais sustentável da América Latina 

Ola!✨🌎🌱

Acabei de ler esses dois pensadores que adoro acompanhar, porque me ensinam a ser uma cidadã melhor. Irène Pereira eu conheci durante os meus estudos. Naquela época, minha preocupação era dançar, enquanto ela já tinha argumentos sólidos e verdadeiros debates com a professora de filosofia. O conhecimento e a reflexão não esperam a idade: nela já brotavam muita força e pensamento crítico. Ela sempre se questionava muito sobre o porquê das coisas, e sua personalidade sempre me encantou pela autenticidade.

Reflexão sobre a educação popular radical: um olhar a partir da América Latina inspirado por Irène Pereira e André Decamp

A leitura do artigo de André Decamp, publicado em 24 de junho de 2025 com o título "Tribune libre #16: Comment écrire l’éducation populaire en 2025?", em diálogo com a contribuição teórica de Irène Pereira ("De l’éducation radicale à l’éducation populaire radicale", Pereira, I., 2025), representa uma oportunidade muito rica para repensarmos os desafios da educação popular na América Latina.

Irène Pereira nos convida a questionar de forma crítica as formas tradicionais da educação popular, mostrando que mesmo os processos participativos e de co-construção ainda estão presos a estruturas hierárquicas invisíveis entre educadores e educandos. Seguindo a inspiração de Paulo Freire, ela aponta que a intenção igualitária não é suficiente se não transformarmos as condições estruturais nas quais o saber popular é produzido. Esta reflexão ecoa fortemente em nosso contexto latino-americano, onde as desigualdades de classe, gênero e etnia continuam a marcar as relações educativas.

Um dos pontos mais provocadores da análise de Pereira, como bem destaca André Decamp, é a necessidade de passar da figura abstrata do “povo” para a noção de “minorias ativas” (Moscovici, 1979/1996). Esta ideia é especialmente relevante na América Latina, onde historicamente as grandes mudanças sociais foram impulsionadas por grupos organizados, mobilizados e politicamente conscientes, como os movimentos camponeses, indígenas, feministas ou estudantis.

A educação radical, entendida como uma autoformação horizontal entre pares, pode encontrar na América Latina um terreno fértil, mas também enfrenta desafios de escala e sustentabilidade. A pergunta levantada por Decamp — e que compartilhamos aqui — é se esse modelo pode realmente se expandir além de círculos militantes reduzidos. A resposta, como bem coloca Pereira em sua resposta a Decamp, parece estar na articulação entre a educação popular radical (focada na ação) e a pedagogia pública radical (voltada para a transformação da consciência coletiva).

Outro aspecto essencial é a crítica à institucionalização da educação popular. Na América Latina, muitos processos educativos críticos foram cooptados ou neutralizados ao serem integrados a programas governamentais ou acadêmicos. A noção de "autonomia conflitiva", apresentada por Pereira, nos obriga a pensar em como sustentar uma prática educativa verdadeiramente emancipadora, que não perca sua potência política, mesmo quando dialoga com instituições.

Por fim, a arquitetura tripartite do campo educativo crítico proposta por Pereira (autoformação radical, educação popular radical e pedagogia pública radical) pode servir como um guia prático para aqueles e aquelas que trabalham com processos de formação popular em nossa região. Isso nos lembra que não se trata de escolher entre instituição ou movimento, mas de construir pontes e manter uma tensão criativa entre os dois espaços.

Com entusiasmo

Celina

🌱 Em síntese, o diálogo entre Irène Pereira e André Decamp nos oferece ferramentas conceituais poderosas para fortalecer, na América Latina, uma educação popular que seja verdadeiramente crítica, situada e capaz de acompanhar os processos de transformação social a partir das bases. Como diria Paulo Freire: não existe educação neutra: ou educamos para a domesticação ou educamos para a libertação.





Reflexión sobre la educación popular radical: una mirada desde América Latina inspirada en Irène Pereira y André Decamp

El club más sostenible de América Latina


Hola,

Acabé de ler a estos dos pensadores que me encanta ler porque me enseñan a ser una mejor ciudadana. Irène Pereira la conoci durante mis estudios , mi preocuapacion era bailar mientras ella tenia argumentos con la professora de filosofia verdaderos debates el conocimiento y la reflexion no esperan la edad en ella ya brotaba mucha fuerza y reflexion se questionaba mucho sobre el porqué y su personalidad siempre me gusto su autenticidad.

La lectura del artículo de André Decamp, publicado el 24 de junio de 2025 bajo el título "Tribune libre #16: Comment écrire l’éducation populaire en 2025?", en diálogo con el aporte teórico de Irène Pereira ("De l’éducation radicale à l’éducation populaire radicale", Pereira, I., 2025), representa una oportunidad muy valiosa para repensar los desafíos de la educación popular en América Latina.

Irène Pereira nos invita a cuestionar críticamente las formas tradicionales de la educación popular, mostrando que incluso los procesos participativos y co-constructivos siguen atrapados en estructuras jerárquicas invisibles entre educadores y educados. Siguiendo a Paulo Freire, ella señala que la intencionalidad igualitaria no es suficiente si no se transforman las condiciones estructurales donde nace el conocimiento popular. Esta reflexión resuena profundamente en el contexto latinoamericano, donde las desigualdades de clase, género y etnia siguen marcando las relaciones educativas.

Uno de los puntos más provocadores del análisis de Pereira, como bien destaca André Decamp, es la necesidad de pasar de la figura abstracta del "pueblo" a la noción de "minorías activas" (Moscovici, 1979/1996). Esta idea es especialmente pertinente en América Latina, donde históricamente los grandes cambios sociales han sido impulsados por grupos organizados, movilizados y políticamente conscientes, como los movimientos campesinos, indígenas, feministas o estudiantiles.

La educación radical, entendida como una autoformación horizontal entre pares, puede encontrar en América Latina terrenos fértiles, pero también enfrenta desafíos de escala y sostenibilidad. La pregunta que lanza Decamp —y que compartimos desde esta región— es si este modelo puede realmente extenderse más allá de círculos militantes reducidos. La respuesta, como bien señala Pereira en su respuesta a Decamp, parece estar en la articulación entre educación popular radical (centrada en la acción) y pedagogía pública radical (enfocada en la transformación de la conciencia colectiva).

Otro aspecto clave es la crítica a la institucionalización de la educación popular. En América Latina, muchos procesos educativos críticos han sido cooptados o neutralizados cuando se integraron a programas gubernamentales o universitarios. La noción de "autonomía conflictiva" que presenta Pereira nos obliga a pensar en cómo sostener una práctica educativa realmente emancipadora, que no pierda su filo político, incluso cuando entra en diálogo con instituciones.

Finalmente, la arquitectura tripartita del campo educativo crítico que propone Pereira (autoformación radical, educación popular radical y pedagogía pública radical) puede ofrecer una guía práctica para quienes trabajamos en procesos de formación popular en la región. Nos recuerda que no se trata de elegir entre institución o movimiento, sino de construir puentes y mantener la tensión creativa entre ambos espacios.

Con entusiasmo,

Celina

En síntesis, el diálogo entre Irène Pereira y André Decamp nos ofrece herramientas conceptuales poderosas para fortalecer en América Latina una educación popular que sea realmente crítica, situada, y capaz de acompañar los procesos de transformación social desde las bases. Como diría Freire, no hay educación neutral: o educamos para la domesticación o educamos para la liberación.



Written by

CityZeen

Tags

Older Interligação
Newer The CityZeen investor Journey